Você tem um mentor? Encontrar um é mais fácil do que você pensa

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Adir Ribeiro - texto Você tem um mentor? Encontrar um é mais fácil do que você pensa
Adir Ribeiro é especialista em Gestão Estratégica de Franchising e consultor técnico da ABF

Estudos mostram que trocar informações com pessoas experientes não só é necessário para crescer como empreendedor, como pode ser decisivo para o seu negócio. A boa notícia: não é preciso grandes investimentos para achar um bom mentor. Em muitos casos, aliás, o investimento é zero – apesar de exigir contrapartidas. Segundo Adir Ribeiro, especialista em Gestão Estratégica de Franchising e consultor técnico da ABF, é preciso seguir duas regras básicas: primeiro, ser uma pessoa aberta e não ser avesso a ouvir opinião dos outros. “Tem muita gente que só gosta de ouvir opiniões positivas sobre o seu negócio”, afirma Ribeiro.

O segundo passo é ter paciência para escolher um mentor, que não está em qualquer canto, pronto para ajudá-lo. “Há alguns caminhos, mas não tem fórmula mágica”, diz o consultor. Uma regra básica: procurar pessoa que vivem ou viveram situações parecidas com a sua. “Não podem ser necessidades muito distintas. Se você tem uma franquia com quatro lojas, não vá buscar conselhos com quem tem 50 ou já começou com um grande investimento”.

“Mentor informal”

O próprio Adir Ribeiro, que presta mentoria para algumas empresas – e é remunerado por isso –, conta há alguns anos com um “mentor informal”, que também surgiu de uma relação informal. Ribeiro conheceu seu mentor, Sérgio Saraiva, hoje vice-presidente de RH da Cielo, quando este era presidente de uma empresa na qual o consultor prestava serviço. Estabeleceu-se a partir daí uma relação mais próxima e Adir perguntou para Sérgio se este aceitaria ser o seu mentor.

Desde então, os dois têm reuniões mensais para tratar de determinados assuntos. Saraiva não cobra de Ribeiro, mas também agrega conhecimento para a sua atividade, trocando ideias com um consultor experiente. “É preciso deixar claro que não é uma via de mão dupla. Eu preciso mais dele do que ele de mim, por isso mesmo ele é o mentor e não eu, mas isso não significa que o Sérgio, conversando comigo, não colha informações interessantes para o seu trabalho. Duas cabeças pensam melhor que uma, sempre há algo de bom para se levar de uma conversa”.

Foco, disciplina e organização

Mesmo que a relação seja informal, é preciso muita organização, disciplina e, principalmente, foco. “Justamente por você ter um mentor à sua disposição, cedendo seu tempo para lhe ajudar, é preciso estabelecer qual tema será discutido em determinado dia e como será e quanto tempo durará essa relação”, afirma Ribeiro. “Se isso não for feito, vira conversa de bar e o mentor pode se sentir usado: ‘Ah, vamos tomar um café, eu vou sugar você até quando eu puder depois eu vou embora’”.

Ribeiro afirma que existem várias formas de estabelecer contrapartidas, se o mentor escolhido exigir também ter um retorno para o seu negócio, já que está cedendo suas horas de trabalho para ajudar outro empreendedor. “Essa contrapartida será estabelecida e negociada pelos dois, mentor e mentorado. Não existe uma tabela, nem uma tendência. Essa contrapartida pode vir de várias formas, uma participação nos royalties, um patrocínio ou até um agrado, algo mais simbólico”, afirma Ribeiro. “O importante é que o conhecimento esteja circulando e no final beneficie, mesmo que em proporções diferentes, os dois agentes”.



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