Saiba como gerenciar funcionários da geração Z

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Como gerenciar funcionários da geração Z (Foto: Shutterstock)
Como gerenciar funcionários da geração Z (Foto: Shutterstock)

Desencanados, altamente tecnológicos, interessados em responsabilidade social e ambiental e volúveis quando o assunto é projetar uma carreira em longo prazo. Esses são os jovens da chamada geração Z, que hoje já começam a figurar nas corporações.

Caio Infante, diretor da TMP sobre geração Z.
Caio Infante

“Hoje uma criança de 7 anos quer ser youtuber. É uma geração que se expõe e não está preocupada com o que vão falar dela. Muitos desses jovens têm 5.000 seguidores nas suas redes sociais que nunca viram na vida. O mundo virtual é muito mais presente em suas vidas”, diz Caio Infante, diretor da TMP, agência de comunicação focada em recursos humanos.

Segundo Infante, os jovens da geração z querem fazer a diferença no mundo. “Se antes o mundo ideal era comprar uma casa, ter filhos e tal, hoje eles querem participar dos acontecimentos mundiais e contribuir de alguma forma, além de ser felizes no trabalho”.

Por isso, comenta o especialista, eles não se preocupam em criar uma carreira em longo prazo. “Se esse jovem está há três meses em uma empresa e não gostou, vai embora. Eles querem mudar o mundo e não se incomodam em trocar uma Nestlé por uma start-up de reciclagem, por exemplo. “É uma geração que não quer trabalhar em um ambiente agressivo nem quer dinheiro a todo custo.”

Diferentemente da geração Y, que quer chegar à presidência de uma empresa em dois anos e não gosta de receber ordens, a Z quer um ambiente de trabalho mais informal e atua muito bem com a subordinação, desde que a chefia saiba como falar com ela. “É uma geração muito interessada. Ela vai atrás do conhecimento na internet, em vídeos educativos, sem precisar pedir.”

Infante diz que o impacto dessa geração será maior nos próximos cinco ou dez anos, mas que já é possível notar um movimento por parte das empresas para recebê-la. Ele cita como exemplo Ambev, Votorantim e Gerdau.

Caroline Carpenedo, gerente geral do centro de expertise global e Brasil da Gerdau sobre geração Z
Caroline Carpenedo

Segundo Caroline Carpenedo, gerente geral do centro de expertise global e Brasil da Gerdau, a multinacional sempre se preocupou com entrada de jovens e tem um programa de estagiários e jovens que inclui formação profissional, mentoria e tutoria. “Nós damos muita importância aos jovens. Tentamos absorver os melhores, mas entendemos que formamos 50% dos profissionais para a sociedade”, conta.

A executiva diz que o programa foi intensificado em 2014, quando a Gerdau iniciou sua transformação cultural e passou a dar mais abertura, autonomia e a investir mais na inovação e na transformação digital.

Entre as mudanças destacadas por Carpenedo, estão: novo layout de escritório, no qual o CEO senta junto com os diretores na mesma mesa e o estagiário pode falar diretamente com ele; horário de trabalho flexível, home office, short friday (expediente mais curto às sexta-feira); rodas de bate-papo, mentoria e criação de processo mais rápidos e simples.

“A liderança do comitê Brasil começou o ano viajando para todas as unidades para falar sobre o futuro da Gerdau. Nesses encontros os jovens expõem suas expectativas e aspirações e questionam o que a empresa pode oferecer. É um momento para olharmos o propósito de cada um na empresa e o da própria companhia.”

Para manter o canal sempre aberto, a empresa criou uma rede social na qual todos interagem. “O estagiário pode falar abertamente com o CEO. Acreditamos que o sucesso da rede esteja na participação da diretoria que está sempre compartilhando a sua vida.”

Carpendedo deu dicas e experiências valiosas para lidar com esta nova geração, que tal aproveitar a leitura e entender como manter a equipe motivada?

 



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