Empreender no exterior? Conheça a trajetória de sucesso de quatro franqueados

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Os brasileiros Ludmila Chaves Gomes, Isabella Garcia André e o casal Aline Aoun Sapienza e Igor Geiger Santana encontraram boas oportunidades em alguns dos setores que mais se internacionalizaram nos últimos anos no modelo de franquias. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), esses setores foram, em 2016, os de moda, alimentação, saúde, beleza e bem-estar, seguidos pelos de serviços educacionais e casa e construção.

Argentina é logo ali

sobrancelhas franqueada - texto Empreender no exterior? Conheça a trajetória de sucesso de quatro franqueados
Ludmila Chaves Gomes é master franqueada da rede Sóbrancelhas na Argentina

Ludmila tinha uma casa e dois consultórios de psicologia no Brasil. Era uma vida confortável. Ela nunca tinha pensado em morar em outro país. Uma oportunidade de ouro, porém, a fez deixar tudo para trás e se mudar para a Argentina. Lá, hoje, nas cidades de Buenos Aires e Tortuguitas, ela é master franqueada da rede de estética e design de sobrancelhas Sóbrancelhas em sociedade com o marido nas quatro unidades da marca no país vizinho.

“O que me fez sair do Brasil foi a oportunidade de explorar um mercado totalmente virgem num país muito próximo e cujo idioma não seria um problema”, conta a Ludmila, de 31 anos. Tratava-se de um mercado com grande potencial e praticamente inédito na Argentina. Embora as argentinas estejam começando a cuidar e a se preocupar mais com a estética das sobrancelhas, não há empresas especializadas nesse tipo de serviço no país.

Um pé aqui, outro lá no Paraguai

anjos colchões - texto Empreender no exterior? Conheça a trajetória de sucesso de quatro franqueados
Isabella Garcia tem 25 anos e já possui duas unidades da franquia Anjos Colchões no Paraguai

Já a paranaense Isabella não viu a necessidade de deixar o Brasil para administrar suas duas franquias da rede Anjos Colchões em Ciudad del Este, no Paraguai. Há três anos, a jovem de 25 anos atravessa todos os dias a fronteira da cidade onde vive, Foz do Iguaçu, para cuidar dos negócios. “Sempre trabalhei ativamente dentro da franquia”, diz ela. “No começo, eu abria e fechava. Eu já cuidei das vendas, acompanhei muitas vezes entrega de produtos na casa dos clientes e até hoje dou uma forcinha no atendimento quando é necessário.”

Isabella entrou no mercado de trabalho como empresária. Formada em Relações Internacionais, a jovem paranaense fez alguns estágios durante a graduação, mas nunca teve outras experiências profissionais. “Meu primeiro trabalho já foi o meu próprio negócio”, diz.

A abertura da marca no Paraguai foi rápida. Isabella já contava com o documento de imigração porque o pai, empresário do setor de agronegócios no pais vizinho, vivia no país há quase vinte anos. “Eu sempre tive uma relação com Ciudad del Este. Além disso, eu pude acompanhar o crescimento econômico de destaque que o país viveu entre 2013 e 2015”.

Detalhes bem examinados para empreender no exterior

Antes de abrir a franquia fora do Brasil, Isabella realizou uma extensa pesquisa sobre a marca e a reputação dela, visitando a sede, conversando com os proprietários e com os clientes. Além disso, conversou com muitos colegas paraguaios sobre o setor de colchões, visitou todas as lojas desse mercado no país, conheceu de perto a concorrência e analisou, sobretudo, a aceitação dos produtos brasileiros. Para as questões burocráticas, ela contratou um escritório de contabilidade paraguaio que se encarregou de cuidar de todos os trâmites.

Diante do sucesso de suas unidades, Isabella planeja abrir outras franquias da rede na capital do país, Asunción, mas não sem antes realizar um extenso estudo de mercado e de viabilidade de logística dentro da empresa para atender em uma cidade grande. “Quando você chega em uma cidade grande, precisa se comportar de maneira diferente. É preciso chegar com uma loja muito grande, com um marketing muito bom ou com três ou quatro franquias de uma vez só.”

Canadá por brasileiros

Os paulistanos Aline e Igor, de 28 e 27 anos, se lançaram ao empreendedorismo longe de casa em 2014, ao embarcar para o Canadá. Aline tinha planos de fazer um curso de vendas e marketing em Winnipeg. Igor seguiu a esposa e, com visto de trabalho, encontrou emprego em um restaurante especializado em churrasco brasileiro.

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O casal Aline e Igor apostou na franquia de turismo e intercâmbio Travelmate no Canadá.

Em 2017, o casal finalmente recebeu a carteira de residente canadense. Com a novidade, Igor passou a trabalhar em outro restaurante, dessa vez especializado na culinária local, e Aline voltou a exercer em uma agência de viagens a profissão que conquistara no Brasil: turismóloga. Antes de se mudarem para o Canadá, o casal havia se formado em Turismo pela Universidade de São Paulo e acumulado vários anos de experiência na área.

Desde que chegaram ao Canadá, Aline e Igor mantinham um blog e um canal no Youtube para compartilhar suas experiências em Winippeg com outros brasileiros. “A ideia de abrir uma franquia de turismo estava relacionada aos nossos canais nas redes sociais”, conta Igor. “Decidimos usar o banco de internautas que acessavam nossas páginas para ajudá-los a, de fato, vir fazer intercâmbio e ter a experiência de estudo e trabalho no Canadá.”

Com a franquia de turismo e intercâmbio Travelmate, a dupla percebeu a oportunidade de voltar para a área de formação e descobrir o mercado canadense. Os brasileiros investiram R$ 20 mil em uma franquia home based, instalada em sua casa em Winnipeg. Até o momento, noventa e quatro atendimentos foram realizados, e quatro pacotes fechados.

Processos em solo canadense

As questões contábeis e financeiras ficaram, desde o início, a cargo da franqueadora, responsável por direcionar ao casal as comissões aplicadas aos pacotes vendidos por eles. “Embora nossa franquia seja home based, e, isso tenha facilitado a implantação do negócio, abrir uma franquia aqui é realmente mais fácil e menos burocrático que nos Brasil”, diz Igor.

Como o negócio é recente, a dupla acredita que dedicar-se integralmente à franquia pode ser prematuro. Por enquanto, Igor e Aline dividem seu tempo entre a sua unidade da Travelmate, o restaurante e a agência de viagens canadenses onde trabalham, mas acreditam que podem, em breve, fazer do negócio a única fonte de renda. O primeiro passo foi dado.

Ficou inspirado para abrir uma franquia no exterior? Em qualquer caso, é importante reforçar que cada país tem (ou não) uma legislação específica para o modelo de franquias. Saiba quais são as diferenças entre as leis de franquia no Brasil e no exterior e esteja o mais preparado para essa possível empreitada internacional.

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