Investimento em franquia fica ainda mais atrativo com queda da Selic

0

Escolher o melhor investimento não é simples, e exige uma avaliação cuidadosa das opções disponíveis antes de decidir onde colocar o dinheiro poupado. Existem inúmeras possibilidades no mercado e entrar no modelo de franquias é uma delas. O consultor de planejamento empresarial da SMZTO, Jonathan Suissa, explica como analisar os rendimentos e quais são mais atrativos.

Com a queda da Selic de 13,65% ao ano em dezembro de 2016 para 8,25% em setembro de 2017, as aplicações preferidas pelo brasileiro – como o fundo de Investimento DI – deixam de ser o melhor investimento disponível, abrindo espaço para outras alternativas, como as franquias.

As franquias se enquadram nos chamados investimentos produtivos, que ganham atratividade em momentos como este. A principal diferença em relação à renda fixa é que os investimentos produtivos demandam a participação do empreendedor no processo produtivo. É preciso se dedicar muito ou contar com alguém de confiança e capacitado para gerenciar a sua atividade.

Em contrapartida, investimentos em franquias têm como vantagem a possibilidade maior de ganho, como mostra a tabela abaixo.

Tomando como exemplo as principais marcas em expansão na SMZTO, a diferença de retorno fica evidente em comparação com a renda fixa. Para montar uma unidade da OdontoCompany é preciso investir, em média, R$ 280 mil. O faturamento médio dos cinco anos de contrato é de R$98.226 rendendo 15% de margem líquida, ou seja R$15,9mil/mês.

O retorno desse investimento, descontando os investimentos iniciais, é de 4,51% ao mês, 70% ao ano. Em comparação, o melhor investimento de renda fixa renderia 120% do CDI, o que seria 10% por ano.

A mesma lógica se aplica a outras importantes marcas, conforme indica a última coluna da tabela abaixo, que mostra a taxa de retorno ao ano:

A Taxa Interna de Retorno (TIR) é a taxa que desconta as despesas necessárias para montar e operar um investimento até zerar o Valor Presente Líquido. Simplificando, a TIR é a taxa de retorno do Investimento. Na tabela acima, a 2° coluna seria o Investimento total necessário, a 3° o faturamento e a 4° o Lucro Líquido Médio Mensal.

Mercado crescente

Hoje, mais de três mil marcas atuam no setor de franquias no Brasil, em diversos setores, como alimentação, saúde e educação. O faturamento das franquias no Brasil cresceu 8% no primeiro semestre 2017, comparado ao primeiro semestre de 2016, atingindo R$ 74,4 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira do Franchising (ABF).

Apesar de existirem mais de 144 mil unidades de franquias no Brasil, há oportunidades de crescimento. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem mais de 796 mil unidades, ou seja, 5,5 vezes mais unidades para uma população só 1,6 vez maior.

No Brasil, os setores que mais faturaram durante o primeiro semestre 2017 foram os de alimentação, saúde, beleza e bem-estar e serviços educacionais. O faturamento do setor de saúde, beleza e bem-estar cresceu 14% no primeiro semestre de 2017 em comparação com o primeiro semestre 2016.

A SMZTO oferece franquias em diversos setores como saúde, beleza e bem-estar com as marcas OdontoCompany e Oralsystem no ramo odontológico e a Partmed, clínica médica popular; de serviços educacionais com a LifeUSA escola de Inglês; de alimentação com o restaurante L’Entrecôte de Paris; e no setor de entretenimento e lazer com a casa de festas Casa X.

Renda fixa

Focando em investimentos financeiros de renda fixa, existem inúmeras possibilidades no mercado. Se 2016 foi o ano dos títulos do Tesouro Direto atrelados ao juros e inflação, a tendência mudou em 2017. No entanto, os títulos do Tesouro Direto continuam uma opção de investimento para quem quer garantir que sua aplicação não irá perder da inflação. Confira algumas opções de investimento em renda fixa:

Fundos DI

Esses fundos são majoritariamente compostos de títulos do Tesouro Direto e de títulos privados de baixo risco, com sua rentabilidade acompanhando a taxa Selic. Os fundos DI não são muito rentáveis, porém o baixo risco e a alta liquidez fazem desse investimento uma opção segura. O inconveniente desses fundos é a taxa de administração cobrada que reduz os rendimentos já baixos.

CDB

Os investimentos em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) são os títulos de renda fixa emitidos pelos bancos para financiar suas atividades. Essa modalidade tende a acompanhar a inflação ou a taxa Selic. Os CDBs se destacam dos fundos de investimentos DI no sentido de que não cobram taxa de administração. Se for mergulhar nesses investimentos, é válido procurar opções de corretoras ou de bancos menores. Apesar de ter riscos maiores, os CDBs estão garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), garantindo até R$250 mil por CPF.

Letras de Câmbio

As LCs são títulos de renda fixa emitidos por financeiras – empresas que emprestam dinheiro. São os instrumentos que utilizam para captar os recursos necessários para sua atividade. Enquanto os CDBs rendem um pouco abaixo de 100% do CDI (quase igual a taxa de juros Selic), com as LCs existe a possibilidade de lucrar perto de 120% do CDI.

Vamos ilustrar as situações citadas acima considerando um investimento de R$340.000 que seria o valor médio gasto para montar uma franquia, aplicado desde março de 2017.

Certamente o cenário macroeconômico influencia como um todo nos investimentos do país e o setor de franquias não foge à regra. É preciso estar atento às oportunidades e entender que este modelo de negócios fica mais atrativo em momentos como este.

E para entender melhor as diferenças entre os investimentos no mercado financeiro e em franquias, confira este artigo

COMPARTILHAR

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here