Franquia barata é uma questão de perfil, e não apenas de baixo custo

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As franquias se tornaram uma ótima oportunidade para quem quer empreender, já que trazem um modelo pronto em um tipo de negócio já testado e conhecido pelo público. Mas nem toda franquia é acessível para qualquer tamanho de investimento. Por isso, muitas redes começaram a oferecer formatos mais baratos. Essas franquias também são conhecidas como franquias de baixo investimento ou microfranquias.

O capital para se tornar um franqueado é menor nesses casos. Isso é justificado pela operação home office que muitas costumam adotar ou em modelos menores do que as tradicionais lojas, como quiosques, que exigem uma equipe menor e têm custos baixos para instalação.

Valor menor não resume uma franquia barata

O mercado já tem um conceito definido para franquia barata. A ABF (Associação Brasileira de Franchising) define as microfranquias como aquelas com um investimento inicial menor do que R$ 90 mil – que inclui capital para instalação, taxa de franquia e capital de giro. Independentemente do valor, elas também são regidas pela Lei do Franchising.

Mas o valor de investimento mais baixo não deve ser o único fator analisado na hora de abrir uma unidade desse tipo. É preciso entender também outros custos adicionais, o objetivo do empreendedor e o papel que ele irá desempenhar dentro do seu funcionamento. Preço, afinal, não é tudo na hora de escolher uma franquia mais barata – mas, sim, encontrar aquela que é mais compatível com o perfil do empreendedor

O que considerar ao abrir uma franquia de baixo custo?

Primeiro, o básico: mesmo com um valor um pouco mais em conta, é preciso ter capital o suficiente para investir e manter a franquia. Segundo a especialista Ana Vecchi, o valor da franquia não pode ser maior que 30% das reservas do empreendedor. Mais do que um preço, a franquia, seja ela de baixo custo ou não, tem que ser compatível com o perfil do empreendedor, caso contrário serão grandes as chances de ela não decolar.

Para chegar nessa conclusão, é preciso pesquisar muito. Muitas vezes, por ter um investimento inicial baixo, esse modelo pode depender ainda mais da participação e atuação do empreendedor no dia a dia dos negócios — em algumas redes, ele será dono e único funcionário, principalmente nas microfranquias em home office e digitais.

Isso significa que apesar de mais baratas, o trabalho pode ser mais complexo. Portanto, é preciso compreender quais redes dependem mais do conhecimento do próprio empreendedor sobre o mercado e quais dependerão de experiências anteriores e contatos prévios.

Pesquisar nunca é demais

Nessa pesquisa, é essencial que o candidato entre em contato com outros empreendedores da rede para compreender a rotina. Muitas franquias se vendem pelo preço, mas o dia a dia é o que vai determinar se o empreendedor tem o perfil da rede e seu modelo. Esse contato será revelador, então, falar com empreendedores e até mesmo buscar avaliações positivas e negativas dará uma visão completa de como será ter uma unidade franqueada.

Franqueados de primeira viagem, principalmente, devem ser criteriosos. Vale a pena colocar todos os detalhes em uma planilha de prós e contras e avaliá-las para ter uma perspectiva. Essa planilha não deve conter apenas valores monetários, mas também tempo de dedicação, expertise, segurança, detalhes de contrato e perspectivas de crescimento.

 

Se você ainda está na dúvida sobre em qual modelo pode se encaixar melhor, que tal fazer um teste para descobrir o seu perfil de franqueado?



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