Quais as vantagens de abrir franquia em uma fachada ativa?

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Como é a relação das pessoas com a cidade? E como isso se mistura com os hábitos de consumo do brasileiro? São diversas as formas de responder a estas perguntas, mas algumas tendências têm sido apresentadas no mercado justamente para integrá-las por meio de soluções criativas. Entre elas está a fachada ativa, que consiste em oferecer comércio e serviços no térreo das edificações, conceito ainda pouco explorado pelas franquias e empresas de modo geral.

Em meio ao desenvolvimento urbano, com a crescente verticalização e o predomínio dos carros no transporte, a discussão sobre a fachada ativa ganhou força nos últimos 10 anos, com o objetivo de quebrar essa dinâmica e tornar as cidades mais interativas e pensadas para as pessoas.

Na prática, são empreendimentos com atividades comerciais e de serviços instalados nos térreos das edificações comerciais, empresariais e residenciais – ou todas juntas – em um plano interativo com o passeio público. É uma verdadeira quebra de barreiras, em que o varejo precisa se reinventar para oferecer ao consumidor novas experiências e mais praticidade, acessibilidade e conveniência no cotidiano.

Qual a origem da fachada ativa nas cidades?

Além de favorecer a integração das pessoas com as cidades, as fachadas ativas têm o objetivo de aumentar a segurança da região onde são construídas, devido ao aumento da circulação de pessoas no local.

Em São Paulo e em Curitiba esse conceito foi inserido no Plano Diretor nos últimos quatro anos, ou seja, virou lei para orientar o setor imobiliário da iniciativa privada dentro de um padrão urbanístico ideal.

Um dos exemplos mais conhecidos é o Conjunto Nacional, situado na Avenida Paulista, em São Paulo. Outro caso é o Brascan Century Plaza, no bairro Itaim Bibi, que conta com uma praça de alimentação ao ar livre, complementada com cinema e algumas lojas, livraria e serviços como ótica e agência de viagens.

Qual o impacto disso nas vendas da franquia?

Para que empresas, comerciantes ou prestadores de serviço sejam bem-sucedidos é fundamental ter em mente que o objetivo é atender ao público do bairro, oferecendo soluções e conveniências para quem mora ou trabalha – ou os dois – nos arredores do estabelecimento. Assim, alguns pontos precisam ser considerados para ter reflexo nas vendas:

  • Público cativo – ao oferecer produtos ou serviços alinhados às necessidades do público próximo, haverá uma procura maior devido à conveniência. Se a franquia é odontológica, por exemplo, por que marcar uma consulta em um local distante sendo que há a oferta a um elevador de distância? É a oportunidade de cativar os clientes e utilizar essa solução a favor do negócio.
  • Custos menores – por fazer parte de um empreendimento, o valor de locação do ponto tende a reduzir, uma vez que há outros negócios instalados aos cuidados de uma mesma administradora. A existência de fachadas ativas também tem como consequência a maior oferta de espaços disponíveis na cidade.
  • Fluxo maior – como a ideia é fazer da parte térrea dos prédios verdadeiros corredores de passagem pública, as franquias instaladas na fachada ativa tendem a ter maior fluxo de pessoas, atendendo a demanda do próprio empreendimento e a dos pedestres.

Inclusive, aderir à fachada ativa pode tornar a loja mais conhecida e até mesmo dar origem a uma loja conceito. Tudo depende da estratégia e dos objetivos da empresa.



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