Como o capitalismo consciente influencia na busca por franquias de impacto social

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O que te faz acreditar em uma empresa? Essa percepção tem sido transformada nos últimos anos com o surgimento de uma vertente denominada capitalismo consciente. O responsável por Novos Negócios na SMZTO, Renan Brito, traz as suas avaliações sobre esta temática no artigo a seguir.

As mudanças estruturais e de valores impulsionaram a vertente capitalista denominada consciente. A internet, do ponto de vista estrutural, permitiu a ampla e rápida propagação de eventuais experiências negativas vividas pelo cliente. Sem falar na magnitude que práticas não alinhadas com os valores éticos da sociedade e, até em não conformidade com as leis, alcançam nos dias de hoje.

Já no campo dos valores, temos uma geração mais consciente e preocupada com a sustentabilidade do mundo nos âmbitos econômico, ambiental e social. Esse grupo, nascido após 1982 e conhecido como millennials, valoriza o propósito das empresas, não se preocupa com posse ou status, é mais receptivo a produtos com apelo sustentável, prioriza experiências marcantes e tende a criar uma relação de lealdade com marcas engajadas socialmente.

Mudando propósitos corporativos

Este novo comportamento ganhou notoriedade com o livro Conscious Capitalism: Liberating the Heroic Spirit of Business, do autor John Mackey. Trata-se de uma ideologia que busca mudar os padrões corporativos, principalmente em relação a valores e sua razão de existir.

Tal filosofia contempla alto nível de transparência, empoderamento dos colaboradores, um propósito que se sobrepõe à maximização do lucro e orientação integral aos públicos-alvo (stakeholders). Nos Estados Unidos, como exemplifica a publicação, as empresas que adotaram essa filosofia vêm apresentando desempenho médio superior às tradicionais.

Uma pesquisa mostrou que as ações de 18 empresas que adotam tais práticas tiveram um desempenho 10,5 vezes superior ao principal índice de mercado norte-americano, o S&P 500. Starbucks, Trader Joe´s e Whole Foods são exemplos de empresas que adotam tal filosofia e estão se sobressaindo.

Ainda, acredita-se que estar alinhado com tais práticas será determinante para a sobrevivência a longo prazo das empresas e deixará de ser um diferencial.

Soluções para a sociedade

O Capitalismo Consciente abrange vários aspectos. Não basta apenas ter um produto ou serviço socialmente positivo, mas este tende a ser o ponto de partida. A holding SMZTO acredita que a atuação visando o lucro e, também, atacando problemas da nossa sociedade é o caminho ideal.

Primeiro, porque quando se propõe atacar problemas da sociedade temos um mercado amplo e disposto a pagar por esta solução. A experiência do fundador e CEO da SMZTO, José Carlos Semenzato, mostra que as empresas que tiveram maior sucesso no modelo de franquia foram aquelas que se propuseram a resolver grandes problemas sistêmicos.

Além disso, acredita-se que abordar essas oportunidades sob a perspectiva capitalista permite um maior potencial de impacto e perpetuação em relação à filantropia pura. A Filantropia Pura, quando malfeita, pode até ser maléfica, como mostram alguns exemplos de ações filantrópicas que minam o desenvolvimento de setores econômicos locais. E o assistencialismo é menos sustentável a longo prazo do que seria a formação de uma economia de mercado que explora essa carência.

Diante do exposto, na hora de escolher um negócio para investir, considere a tendência do capitalismo consciente. Questione se a franquia em questão se propõe a resolver um problema amplo, se o franqueador é transparente e se a empresa possui um propósito que se sobrepõe à simples maximização do lucro.

Gostou do texto sobre franquias de impacto social? Confira essa matéria do Portal IG que mostra os casos da OdontoCompany e Instituto Embelleze.

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