Como lidar com a concorrência entre franquias da mesma rede

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Um dos principais temores de quem quer investir em uma franquia é a possibilidade de que outro empreendedor abra um negócio da mesma marca em um local próximo da sua unidade, provocando a concorrência entre franquias. Apesar de ser um medo comum, especialistas asseguram que este não é um risco provável porque existem mecanismos para evitá-lo e porque a própria franqueadora não tem interesse de que ocorra um “canibalismo” dentro da rede.

Isso acontece porque a deterioração dos negócios dos franqueados significa que os resultados da franqueadora também vão sofrer, explica a especialista no mercado de franquias Maria Luiza Brufatto. “Na cabeça do franqueado este receio é muito comum e aparece muito nas conversas que tenho todos os dias com candidatos a franqueados”, afirma. “No entanto, o franqueador nunca vai querer quer dois franqueados disputem o mesmo território.”

Discussão prévia

Ela explica que o franqueador é a figura mais indicada para fazer a análise da localização para a instalação das unidades, e que o franqueado deve conversar sobre este assunto e tirar todas as suas dúvidas antes de assinar o contrato, além de analisar bem de perto qual será o seu território de atuação. “Não assine antes para discutir depois. Converse com o dono da marca sobre o mapeamento da área de atuação”, recomenda a especialista.

A maioria das grandes franquias estabelece um raio mínimo de atuação, justamente para evitar que ocorram atritos. Na hora de analisar uma franquia, o candidato deve ter acesso ao plano de expansão e aos objetivos e metas da rede, assim como aos estudos e pesquisas que delimitem um território. Com isso em mãos, o franqueado pode investir com tranquilidade.

Prioridade para o franqueado

Muitas franquias não dão exclusividade, mas oferecem prioridade para seus franqueados na abertura de novas unidades, e isso também deve constar no contrato.

A consultora cita como exemplo um franqueador que chegou a um acordo com o franqueado para ser a única unidade da marca em Campinas (SP) durante um ano. Depois deste período, o franqueador deu a preferência para este franqueado abrir a segunda unidade. “Ele optou por não abrir a segunda unidade, mas houve abertura da franqueadora para isso”, afirma.

Outro exemplo é a rede O Boticário, maior rede de franquias em números de unidade e de faturamento do Brasil, que dá prioridade para os franqueados do grupo na abertura de novas lojas. Segundo Artur Grynbaum, presidente da marca, a intenção é contar com parceiros conhecidos, confiáveis e dedicados, para transformá-los em gestores de sucesso e vê-los crescer com a marca.

Quando existe preferência para os franqueados da marca, o franqueador vai procurar o empreendedor em questão sempre que houver um aumento no fluxo de pessoas na região, o que ocorre com a construção de uma universidade ou de uma estação de metrô, por exemplo. “Sempre que houver um fator gerador de fluxo, o franqueado vai conversar primeiro com o franqueado e ver se ele quer abrir”, explica Maria Luiza. “Ele não tem interesse em passar por cima do franqueado.”

Concorrência saudável

Apesar do temor em relação à concorrência, é preciso lembrar que sempre haverá competidores no mercado, e que isso é saudável até mesmo dentro da própria rede. Isso porque a existência de uma loja única em uma cidade, por exemplo, deixa a marca mais enfraquecida do que se houverem outras unidades da mesma marca. A consolidação das redes faz com que os consumidores se lembrem mais da marca e tenham mais confiança em comprar, e este é justamente um dos atrativos das franquias.

Quer entender melhor as papeis do franqueador e do franqueado? Conheça as principais responsabilidades de cada um!



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