7 pontos para avaliar se uma franquia barata é realmente barata

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Quais os fatores levam a uma franquia ser barata? Saiba o que considerar antes de investir.

As franquias popularmente conhecidas como baratas, ou seja, as de baixo valor inicial de investimento – geralmente microfranquias –, começaram a se tornar populares com a busca crescente de empreendedores por modelos promissores que caibam em seus bolsos. A alta demanda fez com que muitas redes conhecidas criassem novos formatos, de baixo custo, além de estimular a fundação de redes apenas de microfranquias, que prometem renda estável a partir de pouco investimento e dedicação.

Como avaliar uma franquia barata?

O que faz uma franquia barata, porém, ser barata? A promessa de lucro com um investimento baixo, muitas vezes, contagia o candidato – é claro –, mas pode ocultar uma necessidade básica: um modelo barato precisa passar pelo mesmo processo de pesquisa e identificação que qualquer formato. Para Melitha Novoa Prado, advogada especialista em franchising, e outros consultores, é indispensável fazer um estudo minucioso, que inclua conversar com outros franqueados. “Franquia barata não é sinônimo de sucesso rápido”, afirma Melitha.

O que, então, considerar? Raphael Mattos, empresário e fundador da rede PremiaPão, recomenda que, já de início, o empreendedor analise sete importantes elementos, com o objetivo de, apesar do valor baixo, entrar em um negócio bem estruturado:

1) Circular de oferta de franquias (COF)

Deve ser entregue no mínimo 10 dias antes da assinatura do contrato e é um documento obrigatório. Traz as condições gerais do negócio em relação aos aspectos legais, obrigações, deveres e responsabilidades do franqueado e franqueador, e precisa ser completo e compreensivo. Com ele, o empreendedor poderá assinalar dúvidas ou possíveis desacordos. Desconfie das redes que não o tem ou possuem uma COF impreciso e fracamente detalhado.

2) Opiniões de franqueados

Quem já trabalha na rede conhecerá bem o dia a dia. Converse com pessoas de diferentes perfis ou que tenham opiniões contrárias para ter uma fotografia dos pontos fracos e fortes e saber realmente o que a rede entrega.

3) Entenda como anda a saúde financeira da rede

Para Mattos, o candidato deve solicitar um demonstrativo financeiro da empresa e analisar quantas franquias estão ativas dentro do número total — pode ser que aquela grande quantidade de franqueados impressione, mas esconda um grupo razoável de empreendedores que já desistiram do negócio. Desconfie de redes que não cobrem taxas de royalties, já que elas são uma renda recorrente que basicamente sustenta a rede.

4) Analise o retorno financeiro

Por fim, é hora de saber exatamente o tempo de retorno e o lucro médio que essa franquia vai oferecer. Ao mesmo tempo que as opções mais baratas conseguem se pagar mais rapidamente, nem sempre oferecem um lucro alto.

5) Unidade física

Se uma franquia barata precisar de um ponto comercial para operar — um quiosque ou mesmo uma unidade menor —, o empreendedor tem de colocar na ponta do lápis os custos com aluguel, reformas, marketing para atrair clientes e outros custos adicionais. Por isso, os modelos digitais e home office são tão procurados dentro desse modelo.

6) Necessidade de estoque

Algumas redes requerem um estoque e uma compra mínima periodicamente, então, o empreendedor deve avaliar como esses custos entram na sua conta. Com o tempo, o franqueado vai ficar acostumado com o processo e entender os produtos que mais saem nesses casos, mas inicialmente é bom se preparar para eventualidades como alguns deles acabarem encalhados.

7) Funcionamento e equipe

O empreendedor tem de avaliar se terá que contratar pessoas e o quanto custa ter um funcionário. Se ele for o único a trabalhar na própria empresa, tem de pensar em quantas horas gastará de trabalho por dia ou se precisará de capacitação e treinamento específico para exercer suas funções. Tudo isso representa gastos.

Mesmo com tantos aspectos importantes para serem avaliados, no fim, o mais importante que um empreendedor deve considerar é se tem o perfil para aquela franquia na qual ele está pensando investir. O que estou procurando? Uma renda segura, sem grandes mudanças? Ou quero crescer dentro da rede, lucrar mais e quem sabe abrir mais unidades?

Um empreendedor infeliz, que não se motiva com o seu dia a dia e passa a considerar sua franquia uma obrigação: esse sim é o maior custo. E não sai barato desperdiçar tempo em um projeto que, no fim, se prova uma escolha equivocada.

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