Conheça sete fake news no mundo das franquias

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Fake news no mundo das franquias (Foto: Shutterstock / Montagem: Equipe Economídia)
Fake news no mundo das franquias (Foto: Shutterstock / Montagem: Equipe Economídia)

A invasão das fake news que assola as redes sociais também ronda o mundo das franquias. Todo candidato a ser um franqueado, deve fazer a lição de casa, pesquisando sempre sobre o mercado que deseja atuar, a melhor opção de rede para aquele segmento e informações sobre o tempo de atuação da rede, quanto tempo ela testou o mercado antes de começar a vender franquia, quantas unidades ela tem, quantas lojas foram repassadas no último ano, para citar algumas avaliações.

No entanto, não é muito raro, o empreendedor se surpreender com informações que não condizem com a realidade do negócio. O Franquias de Impacto ouviu os especialistas Luis Stockler, consultor especializado em franquias da BaStockler, e Marcus Rizzo, da consultoria Rizzo Franchise, para eles apontarem o que se fala por aí, mas que não é verdade. Confira.

1) Franqueado não tem espaço para ser criativo

Segundo Luis Stockler, consultor especializado em franquias da BaStockler, a maioria das franquias tem uma postura bastante aberta para receber opinião, mas é a rede quem decide depois se vai implantar a sugestão o não. “Algumas são mais abertas, outras menos. É igual a pessoas.”

2) É preciso escolher algo que você ame

Você tem mais chance de se dar bem com um negócio se gostar do produto ou serviço que vai trabalhar, na opinião de Stockler. “Mas nada impede que a pessoa invista em algo que acha legal. É mais importante, nesse processo, entender e gostar da operação que exige o dia a dia do negócio, do que do setor em si.”

3) Deve ter experiência no mercado em que vou investir

Não precisa ter experiência, mas é necessário se identificar com a atividade do mercado e com o tipo de público que vai trabalhar, de acordo com Stockler. “Se você tem aversão a trabalhar com criança, certamente o negócio não dará certo. O mesmo vale para outros mercados. Se odeia chocolate, como é que vai vendê-lo? Conhece o funcionamento da área de varejo e o atendimento ao público? Se seu negócio for nessa área, é preciso avaliar se você tem disposição para isso.”

Marcus Rizzo, da consultoria Rizzo Franchise,vai além: “É preciso ter cuidado com o franqueador que pede para o empresário ter experiência anterior! Cautela com ele, ele não tem experiência e quer que você tenha. Quem compra franquia quer a experiência que aquele franqueador tem na área. Não o contrário.”

4) Comprar uma franquia sai mais caro do que abrir um negócio sozinho

É mais uma fake news do mundo das franquias, segundo Stockler. “Quando você compra uma franquia, recebe carga de apoio e conhecimento. No começo, pode passar a impressão de que vai gastar mais, no entanto, se você monta uma loja sozinho, sem ter experiência, o risco de se perder dinheiro é maior e você acaba gastando mais.”

Rizzo concorda com Stockler e diz: “Se o empreendedor considerar o investimento que uma franquia exige para abrir o negócio de forma imediata, pode dar a impressão de ser mais caro, mas se ele for começar um negócio sozinho, sem ter experiência, pode sair muito mais caro. Normalmente as pessoas têm experiência no produto e não no negócio. O profissional deve entender que o fato de ele trabalhar numa empresa que vende combustível, por exemplo, não quer dizer que ele saiba administrar um posto de gasolina. Ele conhece o produto, mas não a operação.”

5) Se não der certo, é só vender a franquia e pronto;

“Não se vende uma franquia com facilidade. Dá muito trabalho fazer isso, e nem sempre você recupera o capital investido. Tudo o que você vende com pressa, vende mal”, diz Stockler.

6) Dá para ter um emprego e ser franqueado

Para ambos os especialistas, não é possível conciliar as duas atividades. “Se você quer manter o seu emprego, pode ser um sócio investidor, mas tem de ter alguém operando o negócio”, comenta Stockler.

Rizzo afirma que muitas franquias exigem exclusividade do franqueado. “Você tem de se entregar exclusivamente. A maioria dos negócios quebra por falta de presença do dono.” Rizzo também diz que não concorda com a figura do multifranqueado que adquire mais de uma marca.

“Se o mesmo empresário tiver mais de uma unidade da mesma marca, é interessante porque ele estará mantendo um padrão de atuação. Misturar as coisas não é legal porque, de certa forma, ele vai misturar os sistemas, já que terá uma sede para comandar as diversas unidades. Uma coisa é alimentação, outra é bijuteria, por exemplo.”

7) É melhor escolher um mercado com baixa concorrência

“É difícil ter um mercado com baixa concorrência. Às vezes, a baixa concorrência pode ser regional ou ocasional. Pode ser baixa porque é novo, mas logo a concorrência chega”, pontua Stockler.

Rizzo complementa: “Você precisa se identificar com o mercado. Quanto mais concorrência, mais clientes e mais gente querendo este tipo de operação. O que o empresário precisa é estar junto com um franqueador que saiba lidar com a concorrência. Se eu tiver num mercado de reparo doméstico, por exemplo, eu quero estar junto com a rede Multicoisas, que você encontra em qualquer lugar. Eles têm experiência e sabem lidar com o mercado.”

Agora que você já conheceu as Fake News do franchising, que tal conhecer os 10 erros mais comuns cometidos por iniciantes no modelo de franquias? Leia agora!



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