Quando é hora de pensar na sucessão?

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O aumento da expectativa de vida tem afetado diversos aspectos do mundo dos negócios. Não só o desenho dos setores ou o consumo – e até os custos de bancar um mundo com uma população cada vez mais longeva. Surge, também, como ponto a observar por empreendedores na hora de tratar de um tema crucial: sucessão. O aumento da expectativa de vida amplia os horizontes dos empreendedores à frente dos negócios. Esse efeito, porém, justifica que se deixe para pensar na importância de planejar a sucessão apenas lá na frente?

Talvez o tema mereça discussão bem antes. “Cada vez mais, as empresas e famílias estão preocupadas com o tema da sucessão”, diz José Carlos Semenzato, fundador e presidente da SMZTO. “A prática é cada vez mais difundida nas empresas, onde algumas já criaram processos de preparação da nova geração, começando com capacitação desde os dez anos de idade dos herdeiros.”

 

Sucessão: motivo de preocupação?

Pode soar exagero, mas uma breve pesquisa basta para revelar o motivo de tamanha preocupação. Não é difícil achar casos de grandes negócios que reinaram durante décadas e, por não terem preparado a sucessão da liderança, desapareceram do mercado. Normalmente, esse não é o único fator da derrocada. Ela vem aliada a uma série de outros motivos. Mas não é exagero dizer que a falta de um plano de sucessão é umas das principais raízes do conjunto de motivos que leva uma empresa à lona.

Em grandes negócios, geralmente os planos de sucessão começam com programas específicos. “Esses programas visam permear a cultura da empresa, bem como os propósitos dela no mercado, de forma que alguns líderes dentro da cadeia sucessória já comecem a se diferenciar dos demais, assumindo uma posição de liderança em diversas áreas e, assim, começa-se um processo de escolha e preparação dos novos líderes do futuro”, diz Semenzato.

Este processo parece ser bastante complicado e até mesmo inviável para pequenas empresas. “Porém, é muito importante que até em uma pequena franquia, que já opera há ao menos 20 anos, que seus franqueados comecem a pensar em preparar o próximo gestor”, diz Semenzato. Este pode ser um herdeiro ou mesmo um novo sócio, que venha de fora ou de dentro do negócio, como costuma acontecer em muitos negócios. “O novo gestor não irá apenas perpetuar a empresa. Seu papel também será o de oxigenar a gestão, mantendo o nível de dedicação, foco, inovação e controle, visando manter o negócio sempre vivo e na liderança do setor que opera.”



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